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LAB · 01 / 09

MOVER em dados

O campus do TCC como dado: o que foi medido, o que foi assumido, por que cada escolha e o que ela rendeu. análise de dados · procedência · glTF real

Como funciona

Modo Visual: sol quente e céu frio com sombras, oclusão de ambiente, bloom na rota e qualidade que se ajusta ao seu aparelho. Modo Leve: sem sombras nem pós-processamento. A análise completa dos dados está logo abaixo.

Ficha de cada análise

Objetivo, por quê, variável alvo, variáveis preditoras, método, métrica, validação e se o objetivo foi atingido.

Escolher a fonte certa
Objetivo
Escolher a fonte de dados capaz de gerar um mapa de simulador.
Por quê
Um mapa sem altura por ponto não tem perfil nem inclinação; começar pela fonte errada invalidaria todo o resto do projeto.
Variável alvo
Layers com pontos 3D úteis ao pipeline.
Variáveis preditoras / explicativas
Grupo temático da layer, número de entidades, pontos com Z.
Método
Inventário programático do DXF (ezdxf) e classificação por convenção de nomes.
Métrica
Layers usadas ÷ total; entidades por grupo.
Validação
Planta 2D descartada por ter Z = 0 em todas as entidades.
Objetivo atingido?
Sim: 19 de 202 layers carregam o mapa inteiro.
Medido ou sintético
Objetivo
Separar o que foi medido do que foi assumido.
Por quê
Banca e grupo precisam saber em que número confiar; misturar medido e assumido sem marcar esconde erro.
Variável alvo
Origem de cada elemento (medido × sintético).
Variáveis preditoras / explicativas
Elemento do mapa, fonte, norma usada.
Método
Tabela de procedência gerada pelo pipeline.
Métrica
Elementos medidos × sintéticos.
Validação
Cada valor sintético cita a norma (CONTRAN, CTB).
Objetivo atingido?
Sim: geometria medida, sinalização sintética e declarada.
O relevo que o caminhão sente
Objetivo
Medir o relevo da rota do caminhão.
Por quê
Rampa muda frenagem e velocidade segura; supor pista plana daria um controle errado.
Variável alvo
Altitude e rampa ao longo da rota.
Variáveis preditoras / explicativas
Distância percorrida, posição das lombadas.
Método
Rampa = Δz ÷ Δs entre pontos vizinhos do trajeto.
Métrica
Desnível (m) e rampa (%).
Validação
Lombadas posicionadas pelas coordenadas medidas, não à mão.
Objetivo atingido?
Sim: 846 m e 14,6 m de desnível.
Uma estação por metro
Objetivo
Substituir medidas fixas por medidas reais de calçada e inclinação.
Por quê
Calçada e inclinação erradas fazem o carro do simulador subir em meio-fio ou escorregar em curva.
Variável alvo
Largura de calçada e superelevação por estação.
Variáveis preditoras / explicativas
Via, posição ao longo do eixo, Z dos dois meios-fios.
Método
Uma estação por metro; regra de cobertura de 50 % para emitir inclinação.
Métrica
Mediana, p90 e cobertura por via.
Validação
Vias com menos de 50 % de estações completas ficaram planas e declaradas.
Objetivo atingido?
Sim: 7 de 9 vias com inclinação medida.
O funil dos objetos
Objetivo
Decidir que objetos levantados entram no simulador.
Por quê
Cada objeto custa desempenho; só vale incluir o que o sensor do caminhão consegue ver.
Variável alvo
Objetos por etapa do funil (campus → 30 m → CARLA → web).
Variáveis preditoras / explicativas
Categoria, distância à via, teto de atores.
Método
Filtro por distância e teto; amostragem espacial de 8 m na web.
Métrica
Contagens por etapa.
Validação
Árvores sobre prédio ou via removidas antes da amostragem.
Objetivo atingido?
Sim: 1.743 → 1.104 → 733 → 415 árvores.
Alturas: medir onde dá, declarar onde não dá
Objetivo
Dar altura a todos os prédios sem inventar medida.
Por quê
LiDAR e câmeras veem os prédios; altura errada muda a cena, e altura inventada pareceria medida.
Variável alvo
Altura de cada prédio e sua origem.
Variáveis preditoras / explicativas
Cota de topo levantada, número de pavimentos.
Método
Medida quando há cota; 2 pavimentos × 3,5 m quando não há, marcado como assumida.
Métrica
Prédios medidos × assumidos.
Validação
Assumidos formam uma linha em 7 m no gráfico, visíveis como suposição.
Objetivo atingido?
Sim: 12 medidos, 16 assumidos e declarados.
Dez rodadas, cada uma medida
Objetivo
Provar com números que cada rodada melhorou o mapa.
Por quê
"Parece melhor" não fecha TCC; indicadores fixos por rodada pegam regressões que a vista não pega.
Variável alvo
Erro de posição das vagas, furo na malha do CARLA, triângulos.
Variáveis preditoras / explicativas
Rodada do pipeline (r1–r8).
Método
Mesma tabela de indicadores ao fim de cada rodada; emulação do gerador do CARLA.
Métrica
Metros, m² e contagens.
Validação
Validação no consumidor final (CARLA), não só no visualizador próprio.
Objetivo atingido?
Sim: erro 19,04 → 1,78 m; furo 1.124,8 → 0 m².
A volta no simulador
Objetivo
Confirmar no simulador que o mapa novo roda melhor.
Por quê
Um mapa só vale se o caminhão dirige nele; a comparação justa exige mesma volta, câmera e clima.
Variável alvo
FPS, RAM, buracos, quina, vazio, colisões, erro lateral.
Variáveis preditoras / explicativas
Rodada do mapa (r9 × r10).
Método
Volta controlada com 10 pontos fixos de vistoria por raios.
Métrica
Diferença r10 − r9 por métrica.
Validação
Mesmos parâmetros nas duas rodadas; RAM amostrada a cada 10 s.
Objetivo atingido?
Sim: 100 % da rota, 0 colisões, FPS 15,1 → 18,0, buracos 4 → 0.
O resultado que não deu certo (ainda)
Objetivo
Medir se o LiDAR detecta as lombadas reais.
Por quê
Afirmar que detecta sem medir seria o erro mais caro do projeto; medir mostra o que falta coletar.
Variável alvo
Evento de lombada detectado.
Variáveis preditoras / explicativas
Eventos do LiDAR, posição das 4 lombadas da volta, raio de 4 m.
Método
Contagem de acertos e falsos alarmes.
Métrica
Revocação e precisão.
Validação
Primeira volta com lombadas reais no caminho.
Objetivo atingido?
Não ainda: revocação 2/4 e precisão ~6 %; próximo passo é gravar a nuvem bruta do LiDAR.
  1. 01

    Um dado, uma origem

    Cada número do mapa é MEDIDO no levantamento topográfico ou SINTÉTICO por norma, e a tabela de procedência diz qual. Na maquete, prédio azul tem altura medida; laranja, assumida.

  2. 02

    Mesmo referencial

    Rota, árvores e prédios vêm de arquivos diferentes do pipeline e caem no mesmo lugar porque todos passam pela mesma conversão de coordenadas do levantamento para a cena.

    cena = (X − 232, Z − 741, −Y + 233)
  3. 03

    Rampa

    A cor da rota é a rampa entre pontos vizinhos do trajeto real, numa escala divergente: azul desce, cinza é plano, laranja sobe.

    rampa = Δz / Δs · 100 %
  4. 04

    Gerado, não digitado

    Um script lê as tabelas do TCC (só leitura) e gera o JSON desta página. Os únicos números copiados à mão são os do relatório da volta no CARLA, com a fonte ao lado.

O MOVER contado pelos dados

O gêmeo digital do caminhão autônomo começou como um arquivo de CAD de 172 MB. Esta página segue o dado do levantamento até a volta no simulador: o que cada tabela respondeu, por que cada escolha foi feita e o que ela rendeu em número. Regra do projeto inteiro: todo valor é MEDIDO ou SINTÉTICO, e nunca se mistura os dois sem dizer qual é qual.

01

Escolher a fonte certa

PerguntaO arquivo que tínhamos dava para virar um mapa de simulador?

Decisão e porquêNão. A planta de arquitetura era 2D: todo Z igual a zero e as cotas só como texto solto. Sem altura por vértice não existe perfil da rua nem inclinação lateral. Trocamos pelo DWG original do levantamento, convertido para DXF, e lemos tudo por biblioteca (ezdxf), porque o importador gráfico travava no arquivo de 172 MB. A convenção de nomes das layers virou a chave do pipeline.

Resultado19 das 202 layers carregam o mapa inteiro. O gráfico mostra o porquê: a maior parte das entidades é edificação e altimetria, e não existe nenhuma layer de faixa de pedestre, semáforo ou placa de PARE. O levantamento é topográfico, não viário.

Fonte: saida9/analise/layers.csv

Ficha técnica da análise
Objetivo
Escolher a fonte de dados capaz de gerar um mapa de simulador.
Por quê
Um mapa sem altura por ponto não tem perfil nem inclinação; começar pela fonte errada invalidaria todo o resto do projeto.
Variável alvo
Layers com pontos 3D úteis ao pipeline.
Variáveis preditoras / explicativas
Grupo temático da layer, número de entidades, pontos com Z.
Método
Inventário programático do DXF (ezdxf) e classificação por convenção de nomes.
Métrica
Layers usadas ÷ total; entidades por grupo.
Validação
Planta 2D descartada por ter Z = 0 em todas as entidades.
Objetivo atingido?
Sim: 19 de 202 layers carregam o mapa inteiro.
  • entidades
  • em layers usadas
outros: 21.052 entidades, 314 em layers usadas (1/102 layers)outros21.052altimetria: 20.817 entidades, 268 em layers usadas (2/12 layers)altimetria20.817vegetação: 10.611 entidades, 5.174 em layers usadas (1/3 layers)vegetação10.611edificação: 4.016 entidades, 0 em layers usadas (0/18 layers)edificação4.016drenagem e utilidades: 2.966 entidades, 844 em layers usadas (1/17 layers)drenagem e utilidades2.966meio-fio e calçada: 2.439 entidades, 2.421 em layers usadas (6/12 layers)meio-fio e calçada2.439divisa e perímetro: 2.029 entidades, 1 em layers usadas (1/13 layers)divisa e perímetro2.029iluminação: 1.001 entidades, 241 em layers usadas (2/6 layers)iluminação1.001mobiliário: 460 entidades, 305 em layers usadas (2/6 layers)mobiliário460sinalização: 320 entidades, 106 em layers usadas (1/3 layers)sinalização320apoio topográfico: 204 entidades, 0 em layers usadas (0/3 layers)apoio topográfico204lombada: 76 entidades, 76 em layers usadas (2/2 layers)lombada76pavimento: 48 entidades, 0 em layers usadas (0/5 layers)pavimento48
02

Medido ou sintético

PerguntaQuando o dado não existe, o que entra no lugar?

Decisão e porquêUma norma citada, nunca um chute, e marcado como SINTÉTICO. Pintura e faixas de pedestre seguem o Manual Brasileiro de Sinalização (CONTRAN); o limite de 30 km/h vem do CTB para via local; a lombada tem 8 cm, dentro da faixa usual da norma. Assim a banca e o grupo sabem em que número confiar.

ResultadoGeometria da via, calçadas, inclinação, lombadas e posição dos objetos são medidas. Sinalização é sintética. Na maquete acima, a camada "Medido × assumido" mostra a mesma divisão nos prédios.

Fonte: saida9/analise/procedencia.csv

Ficha técnica da análise
Objetivo
Separar o que foi medido do que foi assumido.
Por quê
Banca e grupo precisam saber em que número confiar; misturar medido e assumido sem marcar esconde erro.
Variável alvo
Origem de cada elemento (medido × sintético).
Variáveis preditoras / explicativas
Elemento do mapa, fonte, norma usada.
Método
Tabela de procedência gerada pelo pipeline.
Métrica
Elementos medidos × sintéticos.
Validação
Cada valor sintético cita a norma (CONTRAN, CTB).
Objetivo atingido?
Sim: geometria medida, sinalização sintética e declarada.
largura de calcadamedidovariavel, 0 a 3,00 m
altura da calcadamedido0,163 m = 0,111 + 0,052
superelevacaomedido-2,8 % a +4,5 %
largura da sarjetamedidomediana 0,40 m (18 lados)
lombadasmedido6 objetos, 1,45-1,71 x 9,3-12,6 m
sarjetoesmedido2 objetos em R01
posicao dos propsmedido2 076 pontos
largura da pistamedido4,6 a 9,7 m
eixo das viasmedido9 roads, 1,1 km
pintura de faixasintéticoLBO contInua, LMS-1 2/4 m, LFO-1 amarela, 0,10 m
limite de velocidadesintético30 km/h (o CARLA so tem placa de 30 a 130)
faixas de pedestresintético16 objetos nas aproximacoes
avental lateralsintéticoshoulder de 1,5 m
altura da lombadasintético0,08 m
altura/raio dos props no 3Dsintéticoarvore 2,6 m de tronco + copa de 2 m
03

O relevo que o caminhão sente

PerguntaO anel é plano o bastante para um perfil de velocidade simples?

Decisão e porquêMedimos a altitude a cada ponto do trajeto real (entrada pela portaria, anel e saída) em vez de supor uma pista plana. A rampa entre pontos vizinhos mostra onde o caminhão sobe e desce; as lombadas estão nas posições medidas.

ResultadoA rota tem 846 m e 14,6 m de desnível entre o ponto mais baixo e o mais alto. O controle e o perfil de velocidade precisam lidar com essa subida, por isso o mapa leva a elevação real em vez de uma pista plana.

Fonte: dados_origem/mapa/trajeto.csv (rodada 10)

Ficha técnica da análise
Objetivo
Medir o relevo da rota do caminhão.
Por quê
Rampa muda frenagem e velocidade segura; supor pista plana daria um controle errado.
Variável alvo
Altitude e rampa ao longo da rota.
Variáveis preditoras / explicativas
Distância percorrida, posição das lombadas.
Método
Rampa = Δz ÷ Δs entre pontos vizinhos do trajeto.
Métrica
Desnível (m) e rampa (%).
Validação
Lombadas posicionadas pelas coordenadas medidas, não à mão.
Objetivo atingido?
Sim: 846 m e 14,6 m de desnível.

altitude (m)

744752759L-01 · 185 mL-02 · 663 mL-04 · 554 mL-05 · 478 m0200400600800

rampa (%) (±12 %)

+12-120200400600800
distância na rota (m) · ● lombada
04

Uma estação por metro

PerguntaUsar 2 m fixos de calçada e pista plana, ou medir?

Decisão e porquêMedir. Cada via ganhou uma estação por metro com a largura da calçada dos dois lados e a inclinação lateral tirada do Z dos dois meios-fios. A inclinação só foi emitida nas vias em que pelo menos metade das estações tinha os dois meios-fios medidos: com só um lado, um único meio-fio mandaria no resultado.

ResultadoCalçada mediana de 1,61 m (p90 2,25 m), não 2 m. Inclinação lateral mediana de -0,14 %, quase plana, entre -2,65 % e 1,64 % em 90 % das estações. 7 das 9 vias receberam inclinação; as outras 2 ficaram planas e declaradas como assumidas.

Fonte: dados_origem/analise/estacoes.csv

Ficha técnica da análise
Objetivo
Substituir medidas fixas por medidas reais de calçada e inclinação.
Por quê
Calçada e inclinação erradas fazem o carro do simulador subir em meio-fio ou escorregar em curva.
Variável alvo
Largura de calçada e superelevação por estação.
Variáveis preditoras / explicativas
Via, posição ao longo do eixo, Z dos dois meios-fios.
Método
Uma estação por metro; regra de cobertura de 50 % para emitir inclinação.
Métrica
Mediana, p90 e cobertura por via.
Validação
Vias com menos de 50 % de estações completas ficaram planas e declaradas.
Objetivo atingido?
Sim: 7 de 9 vias com inclinação medida.

largura da calçada (m)

0 – 0,25: 175 lados-estação0,25 – 0,5: 50 lados-estação0,5 – 0,75: 43 lados-estação0,75 – 1: 68 lados-estação1 – 1,25: 74 lados-estação1,25 – 1,5: 239 lados-estação1,5 – 1,75: 568 lados-estação1,75 – 2: 330 lados-estação2 – 2,25: 210 lados-estação2,25 – 2,5: 85 lados-estação2,5 – 2,75: 22 lados-estação2,75 – 3: 10 lados-estação3 – 3,25: 13 lados-estação3,25 – 3,5: 66 lados-estaçãomediana 1,6103,5

superelevação (%)

-4 – -3,5: 25 lados-estação-3,5 – -3: 12 lados-estação-3 – -2,5: 31 lados-estação-2,5 – -2: 57 lados-estação-2 – -1,5: 40 lados-estação-1,5 – -1: 100 lados-estação-1 – -0,5: 154 lados-estação-0,5 – 0: 192 lados-estação0 – 0,5: 224 lados-estação0,5 – 1: 152 lados-estação1 – 1,5: 69 lados-estação1,5 – 2: 20 lados-estação2 – 2,5: 5 lados-estação2,5 – 3: 6 lados-estação3 – 3,5: 6 lados-estação3,5 – 4: 6 lados-estação4 – 4,5: 7 lados-estação4,5 – 5: 11 lados-estaçãomediana -0,14-45
05

O funil dos objetos

PerguntaColocar no simulador tudo o que foi levantado?

Decisão e porquêNão. Os sensores do caminhão só enxergam perto da via, e cada objeto custa desempenho no CARLA. Corte em 30 m da via e um teto de cerca de 800 atores. Grelhas e portões foram extraídos, mas não entram no cenário. Na maquete web, as árvores que caem sobre prédio ou via saem e as restantes são espaçadas a 8 m.

ResultadoDas 1.743 árvores, 1.104 ficam a até 30 m da via e 733 entram no CARLA; a maquete web mostra 415. A camada "Funil das árvores" na cena acima mostra onde cada uma ficou.

Fonte: dados_origem/analise/props.csv

Ficha técnica da análise
Objetivo
Decidir que objetos levantados entram no simulador.
Por quê
Cada objeto custa desempenho; só vale incluir o que o sensor do caminhão consegue ver.
Variável alvo
Objetos por etapa do funil (campus → 30 m → CARLA → web).
Variáveis preditoras / explicativas
Categoria, distância à via, teto de atores.
Método
Filtro por distância e teto; amostragem espacial de 8 m na web.
Métrica
Contagens por etapa.
Validação
Árvores sobre prédio ou via removidas antes da amostragem.
Objetivo atingido?
Sim: 1.743 → 1.104 → 733 → 415 árvores.
  • no campus
  • até 30 m da via
  • no CARLA
árvore: 1743 no campus, 1104 até 30 m da via, 733 no CARLAárvore1.743 · 1.104 · 733grelha: 211 no campus, 75 até 30 m da via, 0 no CARLAgrelha211 · 75 · 0abrigo: 121 no campus, 40 até 30 m da via, 25 no CARLAabrigo121 · 40 · 25poste: 77 no campus, 38 até 30 m da via, 9 no CARLAposte77 · 38 · 9placa: 54 no campus, 44 até 30 m da via, 10 no CARLAplaca54 · 44 · 10luminária: 47 no campus, 19 até 30 m da via, 12 no CARLAluminária47 · 19 · 12banco: 34 no campus, 9 até 30 m da via, 8 no CARLAbanco34 · 9 · 8portão: 23 no campus, 9 até 30 m da via, 0 no CARLAportão23 · 9 · 0
Comprimento da barra em raiz quadrada da contagem, para as categorias pequenas aparecerem.
06

Alturas: medir onde dá, declarar onde não dá

PerguntaTodos os prédios têm altura no levantamento?

Decisão e porquêNão. 12 dos 28 prédios têm cota de topo medida. Os outros receberam 2 pavimentos × 3,5 m e ficaram marcados como ASSUMIDA, em vez de uma altura inventada que pareceria medida.

ResultadoNo gráfico, os prédios assumidos formam uma linha reta em 7 m: é a assinatura visual da suposição. Os medidos vão de 4,2 m a 17,4 m. Para o caminhão isso pesa pouco (prédio não está na pista), mas para o LiDAR e para as câmeras muda a cena.

Fonte: dados_origem/analise/edificacoes.csv

Ficha técnica da análise
Objetivo
Dar altura a todos os prédios sem inventar medida.
Por quê
LiDAR e câmeras veem os prédios; altura errada muda a cena, e altura inventada pareceria medida.
Variável alvo
Altura de cada prédio e sua origem.
Variáveis preditoras / explicativas
Cota de topo levantada, número de pavimentos.
Método
Medida quando há cota; 2 pavimentos × 3,5 m quando não há, marcado como assumida.
Métrica
Prédios medidos × assumidos.
Validação
Assumidos formam uma linha em 7 m no gráfico, visíveis como suposição.
Objetivo atingido?
Sim: 12 medidos, 16 assumidos e declarados.
  • medida (12)
  • assumida (16)
061218301003001.0003.000Bloco H: 3.913 m², 17,4 m (medida)Ginásio: 2.477 m², 5,5 m (medida)Bloco A: 1.865 m², 7 m (assumida)Bloco V: 1.709 m², 6,9 m (medida)Bloco I: 1.700 m², 7 m (assumida)Bloco F: 1.514 m², 5,1 m (medida)Bloco D: 1.452 m², 7 m (assumida)Bloco J: 1.283 m², 12,3 m (medida)Bloco U: 1.282 m², 11,2 m (medida)Bloco R: 1.240 m², 14 m (medida)Bloco G: 1.226 m², 7 m (assumida)Bloco S: 955 m², 7 m (assumida)Bloco P: 930 m², 8,4 m (medida)Bloco N: 631 m², 7 m (assumida)Centro de Vivência: 610 m², 7 m (assumida)Bloco Q: 600 m², 8,4 m (medida)Bloco C: 599 m², 7 m (assumida)Bloco M: 533 m², 7 m (assumida)Bloco L: 315 m², 7 m (assumida)null: 217 m², 7 m (assumida)Centro de Vivência: 146 m², 7 m (assumida)null: 62 m², 7 m (assumida)Bloco J: 59 m², 4,3 m (medida)Portaria 1: 59 m², 5,8 m (medida)null: 55 m², 7 m (assumida)Centro de Vivência: 36 m², 7 m (assumida)Bloco Q: 31 m², 7 m (assumida)null: 29 m², 4,2 m (medida)
área (m²) (escala log) × altura (m)
07

Dez rodadas, cada uma medida

PerguntaComo saber se uma rodada melhorou o mapa?

Decisão e porquêCada rodada fecha com indicadores na mesma tabela. Três lições mudaram o método: quando um erro é grande demais (vagas a 19 m do lugar), não é ajuste, é bug; uma checagem mede uma definição, e se a definição não é a do defeito o número passa e o defeito fica; e o artefato tem de ser validado no consumidor final. A malha que validávamos o CARLA nunca leu, então passamos a emular o gerador dele.

ResultadoErro máximo das vagas de 19,04 m para 1,78 m (limite 3 m). Furo na malha do CARLA de 1.124,8 m² para 0. A malha cresceu de 100 mil para 448 mil triângulos ao fechar o pavimento.

Fonte: saida8/analise/evolucao.csv

Ficha técnica da análise
Objetivo
Provar com números que cada rodada melhorou o mapa.
Por quê
"Parece melhor" não fecha TCC; indicadores fixos por rodada pegam regressões que a vista não pega.
Variável alvo
Erro de posição das vagas, furo na malha do CARLA, triângulos.
Variáveis preditoras / explicativas
Rodada do pipeline (r1–r8).
Método
Mesma tabela de indicadores ao fim de cada rodada; emulação do gerador do CARLA.
Métrica
Metros, m² e contagens.
Validação
Validação no consumidor final (CARLA), não só no visualizador próprio.
Objetivo atingido?
Sim: erro 19,04 → 1,78 m; furo 1.124,8 → 0 m².

Erro máx. de posição das vagas (m)

r3: 19,0419,04r4: 19,04r5: 19,04r6: 1,78r7: 1,78r8: 1,781,78r1r2r3r4r5r6r7r8

Furo na malha do CARLA (m²)

r6: 1.124,811.125r7: 0r8: 00r1r2r3r4r5r6r7r8

Triângulos da malha

r3: 100.845100.845r4: 196.125r5: 289.481r6: 289.355r7: 289.704r8: 447.889447.889r1r2r3r4r5r6r7r8
08

A volta no simulador

PerguntaO mapa novo (rodada 10) roda melhor que o anterior com o caminhão de verdade dirigindo?

Decisão e porquêMesma volta, mesma câmera, mesmo clima e 10 pontos fixos de vistoria por raios nas duas rodadas, para a comparação ser justa. A RAM passou a ser registrada a cada 10 s, e o mundo deixou de ser gerado de novo em cada sessão.

ResultadoRota concluída a 100 % (843 m em 211 s), 0 colisões, 0 recuperações, 0 % de contramão, erro lateral médio de 0,1 m. Testes offline de 321 para 353, sem falhas. Ainda pendente: 4 invasões de faixa contínua.

Fonte: RELATORIO_TESTE20.md (07/10/2026)

Ficha técnica da análise
Objetivo
Confirmar no simulador que o mapa novo roda melhor.
Por quê
Um mapa só vale se o caminhão dirige nele; a comparação justa exige mesma volta, câmera e clima.
Variável alvo
FPS, RAM, buracos, quina, vazio, colisões, erro lateral.
Variáveis preditoras / explicativas
Rodada do mapa (r9 × r10).
Método
Volta controlada com 10 pontos fixos de vistoria por raios.
Métrica
Diferença r10 − r9 por métrica.
Validação
Mesmos parâmetros nas duas rodadas; RAM amostrada a cada 10 s.
Objetivo atingido?
Sim: 100 % da rota, 0 colisões, FPS 15,1 → 18,0, buracos 4 → 0.
métricar9r10variação
FPS médio na volta15,1 fps18 fps▲ 19 %
RAM do servidor (máx.)2,4 GB2,17 GB▲ -10 %
buracos para o vazio na pista4 0 ▲ -100 %
quina máxima na pista16,9 cm5,1 cm▲ -70 %
vazio no corredor (offline)177 m²0 m²▲ -100 %
dente da borda (offline)1,19 m0,15 m▲ -87 %
pontos aprovados na vistoria6 /107 /10▲ 17 %
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O resultado que não deu certo (ainda)

PerguntaO LiDAR detecta as lombadas reais?

Decisão e porquêMedir antes de afirmar. Na primeira volta com lombadas reais no caminho, contamos quantas das 4 lombadas da rota geraram evento e quantos eventos caíram a menos de 4 m de uma lombada.

ResultadoRevocação de 2 em 4 e precisão de cerca de 6 % (3 de 48 eventos). Os falsos positivos se repetem na mesma reta da R01. Conclusão: o detector precisa ser calibrado com a nuvem bruta do LiDAR, que os logs resumidos não guardam. O próximo passo é gravar essa nuvem numa volta dedicada.

Fonte: RELATORIO_TESTE20.md §4

Ficha técnica da análise
Objetivo
Medir se o LiDAR detecta as lombadas reais.
Por quê
Afirmar que detecta sem medir seria o erro mais caro do projeto; medir mostra o que falta coletar.
Variável alvo
Evento de lombada detectado.
Variáveis preditoras / explicativas
Eventos do LiDAR, posição das 4 lombadas da volta, raio de 4 m.
Método
Contagem de acertos e falsos alarmes.
Métrica
Revocação e precisão.
Validação
Primeira volta com lombadas reais no caminho.
Objetivo atingido?
Não ainda: revocação 2/4 e precisão ~6 %; próximo passo é gravar a nuvem bruta do LiDAR.
2/4revocação · 50 %
3/48precisão · 6 %

O que cada dado contribuiu

  1. Pontos 3D do levantamento: a altura real da via, sem a qual não haveria perfil, inclinação nem meio-fio.
  2. Estações a cada metro: calçadas e inclinação medidas, e a regra dos 50 % que decide quando confiar.
  3. Tabela de procedência: separa medido de sintético e diz qual norma sustenta cada valor assumido.
  4. Indicadores por rodada: transformam "parece melhor" em número e pegaram os bugs que a vista não pegava.
  5. Telemetria da volta: FPS, RAM, erro lateral e colisões provam que o mapa novo é melhor dentro do simulador, onde importa.
  6. Contagem do detector: mostrou o limite honesto do que já funciona e qual dado falta coletar.